21.1.07

Antonio Lobo Antunes

António Lobo Antunes, conhecido do grande público pelo seu percurso como escritos Português (juntamente com José Saramago) é sobretudo um escritor versátil, licenciado em medicina, com especialização em psiquiatria.
Este considera que um bom livro é “um livro escrito sobre mim”, conforme afirma numa entrevista dada a rádio TSF.
Os livros são cada vez mais biográficos e afirma apreciar a sua vida privada,” as pessoas tem o direito aos livros e não à sua vida”. Um escritor que dá grande importância aos valores morais como a “bondade”, “generosidade”,” tem cada vez mais uma consciência cruel dos seus defeitos enquanto homem”.
“Eu não sou o escritor dos meus livros”: é um sopro uma força que o faz escrever, “tudo acaba por ser muito importante para mim”, decerto modo todas as coisas o marcam, vindo mais tarde a sua memoria dando-lhe uma inspiração para escrever.
Os livros que escreveu recentemente são muito superiores àqueles que escreveu em tempos, no entanto, todos os livros que escreveu são muito importantes pois permitiram-lhe uma aprendizagem, considera que só devia ter publicado a partir do décimo segundo “Esplendor de Portugal”.
Quando entrega um livro numa editora “esquece-se dele”, ou por outras palavras abandona-o para poder começar outro.
Os livros estão sempre carregados de “coisa inúteis”, “más”,”redundâncias”, defende que a primeira versão do livro já contém o livro todo, depois aquilo que tem de fazer são “limpezas”.
Tem uma sensação de estranheza, não só com a sua imagem, quando se depara com as suas fotos nos livros anteriores, mas também com o “eu” confessa parecer “outra pessoa”.
Na minha opinião, este grande autor tem espírito de missionário, “tenho sempre medo horrível que não consiga acabar o livro” , querendo transmitir-nos através da escrita a sua experiência de vida, os seus pensamentos mais íntimos, a sua sabedoria.
Vive muito para o trabalho, para os livros, para a escrita, “nunca fui muito sociável”.
Talvez por a imaturidade que tinha em tempos Lobo Antunes admite ter sido injusto ao criticar Vasco Graça Moura, que considera hoje um dos melhores poetas da literatura portuguesa.
Com o passar do tempo deixou de ter uma visão egocêntrica do mundo, e inevitavelmente tornando-se humilde “…devido aquilo que sonhou e aquilo que conseguiu”.
Confessa que a literatura tem que ser apresentada de uma forma divertida ”Um grande livro tem sempre de ter humor”.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

[pedindo antecipadamente desculpa pelo despropósito do comentário e agradecendo a hipótese de divulgação]

Colectânea de contos lésbicos feministas. Envio de trabalhos para anabelarocha2005@gmail.com até 31 de Maio de 2007.. Tamanho: entre 3 a 20 páginas A5. Género: não totalmente poético, nem totalmente jornalístico - no entremeio vale tudo:) . O que é lésbico e feminista em português? Diga-me você. Um conto por autora
Aceitam-se pseudónimos. A motivação do projecto é alargar o espaço do dizível de sensibilidade lésbica na língua portuguesa, aceitando e desejando contribuições de lésbicas falantes de português em todo o mundo.

3:20 PM  
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